Outsiders: estudos de sociologia do desvio

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J. Zahar, 2009 - 231 páginas
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Escrito pelo cientista social americano Howard Becker, o livro propõe uma nova interpretação a respeito do que se considerava 'comportamento social patológico'. Apresentando uma pesquisa de campo feita entre usuários de maconha e músicos de jazz, o autor introduz a noção de 'outsiders' para abranger uma série de grupos cujo comportamento é considerado desviante pela sociedade 'normal'.

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Howard S. Becker Outsiders – Estudos de Sociologia do desvio, 1º Ed, 2008 -
Resumo completo e pequenas observações utilizados como referencial teórico em Mestrado
Capítulo 1 - Outsiders
Pag 13. Porque o trabalho está focando o “desvio” ao invés de “crime”: “A área de trabalho focalizada no desvio, redireciona a atenção para um problema mais geral do que a questão de quem comete crime. Leva-nos a olhar para todos os tipos de atividade, observando que em toda parte pessoas envolvidas em ação coletiva definem certas coisas como “erradas”, que não devem ser feitas, e geralmente tomam medidas para impedir que se faça o que foi assim definido.”
Pag 15. Conceito de outsiders ou desviante: “Todos os grupos fazem regras e tentam, em certos momentos e em algumas circunstâncias, impô-las. Regras sociais definem situações e tipos de comportamento a elas apropriados, especificando algumas ações como “certas” e proibindo outras como “erradas”. Quando uma regra é imposta, a pessoa que presumivelmente a infringiu pode ser vista como um tipo especial, alguém de quem não se espera viver de acordo com as regras estipuladas pelo grupo. Essa pessoa é encarada como um outsider.
Pag 16. A quem cabe fiscalizar as regras impostas: “De maneira semelhante, quer uma regra tenha força de lei ou de tradição, quer seja simplesmente resultado de consenso, a tarefa de impingi-la pode ser o encargo de algum corpo especializado, como a polícia ou o comitê de ética de uma associação profissional; a imposição, por outro lado, pode ser uma tarefa de todos, ou pelo menos a tarefa de todos no grupo a que a regra se aplica”.
Pag 17. Interpretação do trabalho científico a ser elaborado: Esse trabalho científico não questionará o rótulo “desviante” quando é aplicado a atos ou pessoas particulares, dando-o por certo.
Pag 22. Rótulo desviante e comportamento desviante: “Para Becker, o “desviante” é alguém a quem esse rótulo foi aplicado com sucesso; o comportamento desviante é aquele que as pessoas rotulam como tal.” E segue, pag 27, ensinando que: desvio não é uma qualidade que reside no próprio comportamento, mas na interação entre pessoa que comete um ato e aquelas que reagem a ele.
Capítulo 2 – Tipos de desvios: um modelo seqüencial
Pag 33. Porque optamos em estudar os desvios sob o foco sociológico: “quase toda pesquisa sobre desvio lida com o tipo de questão que surge quando ele é encarado como patológico. Isto é, a pesquisa tenta descobrir a “etiologia” da “doença”. Já nossa pesquisa, busca desvelar as causas do comportamento indesejado ou descobrir que variável ou que combinação de variáveis poderá “predizer” melhor o comportamento sob estudo.” Dessa forma pretendemos realizar uma análise diagnostica dos desvios e assim prevenir um desenvolvimento de comportamento indesejado que desencadeie grave desvio de conduta.
“Todas as causas não operam ao mesmo tempo, e precisamos de um modelo que leve em conta o fato de que padrões de comportamento se desenvolvem numa sequência ordenada”. Essa sequência será obtida através de questionário com os supervisores que trabalharam com o desviante. Para tanto, foram definidos alguns tipos de comportamentos desviantes provenientes de patologias, os quais serão elencados ao pesquisado e diante a afirmativa de que esse determinado tipo de conduta já tenha sido detectado, será assinalado para compor dados qualitativos para a análise diagnóstica.
Pag 34. Complementando o conceito anterior: “Há uma sequencia de passos, como a mudança de comportamento e mudança nas perspectivas do indivíduo.” A explicação de cada passo é assim parte da explicação do comportamento resultante.
Pag 37. Carreiras desviantes: “Não há razão para se supor que somente aqueles que finalmente cometem um ato desviante têm impulso de fazê-lo. É muito mais provável que a maioria das pessoas experimente impulsos desviantes com freqüência.“Em vez de perguntar por que
 

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